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Festa dos Vales |
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a
festa do povo! |
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Escravidão |
A escravidão (denominada também
escravismo, escravagismo e escravatura) é a
prática social em que um ser humano tem
direitos de propriedade sobre outro
designado por escravo, ao qual é imposta tal
condição por meio da força. Em algumas
sociedades desde os tempos mais remotos os
escravos eram legalmente definidos como uma
mercadoria. Os preços variavam conforme o
sexo, a idade, a procedência e destino, pois
os que iam para as minas de ouro valiam
muito mais.
O
dono ou comerciante pode comprar, vender,
dar ou trocar por uma dívida, sem que o
escravo possa exercer qualquer direito e
objeção pessoal ou legal, mas isso não é
regra. Não era em todas as sociedades que o
escravo era visto como mercadoria: na Idade
Antiga, haja vista que os escravos de
Esparta, os hilotas, não podiam ser vendidos,
trocados ou comprados, isto pois ele eram
propriedade do Estado espartano, que podia
conceder a proprietários o direito de uso de
alguns hilotas; mas eles não eram
propriedades particulares, não eram
pertencente a alguém, o Estado que tinha
poder sobre eles. A escravidão da era
moderna está baseada num forte preconceito
racial, segundo o qual o grupo étnico ao
qual pertence o comerciante é considerado
superior, embora já na Antiguidade as
diferenças raciais fossem bastante exaltadas
entre os povos escravizadores,
principalmente quando havia fortes
disparidades fenotípicas. Enquanto modo de
produção, a escravidão assenta na exploração
do trabalho forçado da mão-de-obra escrava.
Os senhores alimentam os seus escravos e
apropriam-se do produto restante do trabalho
destes.
A exploração do trabalho escravo
tornou possível a produção de grandes
excedentes e uma enorme acumulação de
riquezas, estando, assim, na base do
desenvolvimento económico e cultural que a
humanidade então conheceu: construíram-se
diques e canais de irrigação, exploraram-se
minas, abriram-se estradas, construíram-se
pontes e fortificações, desenvolveram-se as
artes e as letras. Nas civilizações
esclavagistas, não era pela via do
aperfeiçoamento dos métodos de produção que
os senhores de escravos procuravam aumentar
a sua riqueza; e os escravos, sem qualquer
interesse nos resultados do seu trabalho,
não se empenhavam na descoberta de técnicas
mais produtivas. O aumento de riqueza
realizava-se mediante a conquista de novos
territórios, capazes de fornecer escravos em
maior número e mais impostos ao fisco.
Contudo arruinavam os pequenos proprietários
livres que, mobilizados pelo serviço militar
obrigatório, eram obrigados a abandonar as
suas terras, das quais acabavam por ser
expulsos por dívidas, indo elas engrossar as
grandes propriedades cultivadas por mão-de-obra
escrava. Criando-se, assim, enormes massas
empobrecidas e sem meios de ganhar a vida,
que os senhores de Roma iam entretendo
distribuindo pão e circo.
As novas conquistas e os novos
escravos que elas propiciavam começaram a
ser insuficientes para manter de pé o pesado
corpo da administração romana. os conflitos
no seio das classes de homens livres começam
a abalar as estruturas da sociedade romana,
com as lutas entre os patrícios e a plebe,
entre latifundiários e comerciantes, entre
colectores de impostos e agricultores
arruinados, aliados aos proletarii das
cidades. Ao mesmo tempo começa a manifestar-se
o movimento de revolta dos escravos contra
os seus senhores e contra o sistema
esclavagista, movimento que atingiu o ponto
mais alto com a revolta de Espártaco (73-71
a.C.). Desde o século II a necessidade de
ter receitas leva Roma a organizar grandes
explorações de terra e a encorajar a
concentração das propriedades agrícolas,
desenvolvendo o tipo de exploração
esclavagista.
Generaliza-se o pagamento em espécie
aos funcionários com Diocleciano, utilizando
o Estado directamente os produtos da terra,
sem os deixar passar pelo mercado, cuja
importância diminui, justificando a
tendência dos grandes proprietários para se
constituírem em economias fechadas, de
dimensões cada vez maiores, colocando-se os
pequenos proprietários sob a asa dos grandes.
Em troca da fidelidade e da entrega dos seus
bens, os camponeses mais pobres passavam a
fazer parte da família dos grandes donos que
se obrigavam a protegê-los e a sustentá-los.
deste modo, de camponeses livres
transformavam-se em servos, começando a
delinear-se assim os domínios senhoriais
característicos da Idade Média.
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